Início Arte e Cultura por Adriana Sorgenicht Teixeira Mistérios e fragrâncias de Salvador Dalí

Mistérios e fragrâncias de Salvador Dalí

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O que têm em comum uma bolsa feminina, um perfume de grife, uma deusa da mitologia grega e Dalí, o genial surrealista espanhol? E quem é um dos maiores pianistas eruditos brasileiros e homônimo da revista ARTUR? É o que vamos revelar aos nossos seguidores na edição de hoje.

Crônica

“Laguna”: o primeiro perfume de celebridade

Em 2002 criei uma editora com o intuito de publicar títulos e promover eventos para a área médica em São Paulo. Do que restou desse período e das andanças por diversos eventos do setor destaca-se um item que adoro e que me acompanha diariamente até hoje.

Trata-se de uma bolsa de tamanho grande, quadrada, sem divisórias, de material plástico e padronagem xadrez miúdo em preto e branco, com um único e discreto detalhe, cuja autoria, parece, somente eu reconheci de cara à época, mas cujos pormenores eu ignorava.

Ao longo dos anos, ninguém jamais parou para perguntar ou dizer: “Sei de quem se trata!”, com exceção, até recentemente, da profissional que retoca e disfarça meus (muitos) fios brancos de tempos em tempos. “Que bonito, um bocão e um nariz dourados!” Ela muito surpresa e eu mais ainda com a curiosidade da espontânea hair stylist.

Seu espanto me contagiou a tal ponto de eu voltar pra casa com a pulga atrás da orelha e ir mais fundo na pesquisa. “Bocão e nariz” eram obra do gênio do surrealismo, o catalão Salvador Dalí (1904-1989), mas e daí? Uma rápida investigação revelou, finalmente, toda a história por trás do símbolo que me intrigou por tanto tempo – na verdade, “Laguna”, a primeira fragrância do mundo com a assinatura e design de um artista.

Lançada em 1982 pelo empresário francês do setor de perfumaria Jean-Pierre Grivory, o célebre frasco foi inspirado no rosto de Afrodite, deusa grega do amor, da beleza e da sexualidade, cuja tela Dalí estava produzindo na época.

Curiosidade satisfeita e mistério desvendado, agora, sim, posso seguir mais tranquila e muito bem acompanhada, desfilando por mais algumas décadas com Afrodite, “Laguna” e Dalí a tiracolo….

(Crédito: EBiografia.com)

Homonymus

Arthur Moreira Lima: o intérprete dos românticos e modernistas

Nascido no Rio de Janeiro (1940) e em atividade há 70 anos ininterruptos, Arthur Moreira Lima começou a estudar piano aos seis anos de idade. Aos oito tocou um concerto de Mozart com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Projetou-se internacionalmente na Competição Internacional de Piano Frederic Chopin, de 1965, em que conseguiu o segundo lugar, e laureou-se também em vários outros concursos.

(Crédito: radiobatuta.com.br)

Moreira Lima apresentou-se em diversas salas de concerto através da Europa e da América Latina e também nos Estados Unidos e na Rússia. É considerado um grande intérprete de compositores românticos, como Chopin e Liszt, e de modernistas, tais como Prokofiev e Villa-Lobos. Notabilizou-se também como um intérprete da música popular brasileira, gravando Ernesto Nazareth e clássicos do repertório do choro e do samba.

Criou o projeto Piano pela Estrada na área social, mesclando o popular ao erudito. O projeto faz parte de uma campanha pela democratização da cultura erudita, levando a música, através de um caminhão a partir do qual se monta um palco em uma hora, aos mais distantes cantos do Brasil.

(Crédito: Veja – Editora Abril)

O Caminhão de Teatro participou de outros projetos sociais, antes de Arthur decidir criar o seu próprio, como Francisco – Um Rio de Música (2003), São Paulo 450 Anos, CTBC 40 Anos, Embratel 21 (todos em 2004), Light 100 Anos (2005), Nos Caminhos da Fronteira (2005-2006), Nos Caminhos de JK (2007) e Nos Caminhos dos Tropeiros (2009).

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