Início Arte e Cultura por Adriana Sorgenicht Teixeira Gravuras chinesas milenares no MAB FAAP

Gravuras chinesas milenares no MAB FAAP

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Nosso último post do ano traz a exposição de gravuras milenares das antigas grutas de Gongyi, pela primeira vez no Brasil. A mostra, em cartaz no MAB FAAP, é uma realização da parceria entre o Consulado Geral da República Popular da China em São Paulo, a Administração de Patrimônio Cultural de Henan, o Instituto Confúcio para Negócios da FAAP e o Ibrachina (Instituto Sociocultural Brasil-China).

A série Encontros com a Literatura, no Sesc Piracicaba (SP), também já tem data marcada para iniciar a nova década com o pé direito. Outro descoberta é a de que, longe de se comparar com os mestres de Minas, o interior paulista não deixa a desejar em termos de estilo barroco. É logo ali, em Itu….

Por fim, uma viagem no tempo nos leva aos primórdios de uma propriedade icônica na capital paulista – a história da Chácara Flora contada em livro, um verdadeiro achado, esquecido no fundo do baú e que resgatamos agora.

Boa leitura a todos e um feliz 2020, com muita arte por toda parte!

Agenda

Mostra traz gravuras em pedra com cenas da cultura chinesa

O Ibrachina (Instituto Sociocultural Brasil-China) participou da cerimônia de abertura da exposição “Gravuras Milenares das Antigas Grutas de Gongyi” no Museu de Arte Brasileira da FAAP (MAB FAAP – Rua Alagoas, 903 – Higienópolis), na primeira quinzena de dezembro.

A mostra reúne gravuras esculpidas em pedra que contam a história da China. O presidente do Instituto, Thomas Law, discursou sobre a importância dessa iniciativa para o intercâmbio cultural entre os dois países.

A exposição traz gravuras esculpidas em pedra que mostram cenas milenares da cultura chinesa entre os períodos da Dinastia Uei do Norte (386 – 534) e da Dinastia Tang (618 – 907). Através das relíquias é possível entender sobre os costumes, roupas e o cotidiano da China há milhares de anos.

A mostra fica aberta até 10 de fevereiro de 2020 e é realizada através de uma parceria entre o Consulado Geral da República Popular da China em São Paulo, a Administração de Patrimônio Cultural de Henan, o Instituto Confúcio para Negócios da FAAP, o Museu de Arte Brasileira – MAB FAAP e o Ibrachina.

Gravuras chinesas milenares no MAB FAAP
Da esquerda para a direita: a diretora do Instituto Confúcio para Negócios da FAAP, Lourdes Zilberberg, o diretor do Departamento de Relíquias Culturais da Província de Henan, Tian Kai, a cônsul geral da República Popular da China em São Paulo, Chen Peijie, a decana do Instituto Fafa Confucius do Paquistão, Sra. Zellberger, e o presidente do Ibrachina, Thomas Law

“As gravuras são um retrato do passado glorioso da China. Através da arte podemos entender costumes e a forma que outras culturas enxergam o mundo. Quando uma nação prospera, sua cultura atinge seu patamar mais alto. Nós, do Ibrachina, estamos muito felizes por poder contribuir com esta iniciativa, que traz uma visão do passado chinês para todos os brasileiros”, declarou o presidente do Ibrachina, Thomas Law.

A cônsul geral Chen Peijie discursou sobre a importância de Henan, berço da civilização chinesa e famoso centro de trocas culturais. Tian Kai, diretor do Departamento de Relíquias Culturais da Província de Henan, disse em seu discurso que é a primeira vez que as relíquias culturais e artísticas de Henan chegam à América do Sul e ao Brasil.

“Embora a escala desta exposição não seja muito grande, mostra a excelência cultural das antigas planícies centrais ao povo brasileiro. É uma maneira eficaz de promover a compreensão mútua e aprofundar a amizade entre os dois povos”, declarou Kai.

Gravuras chinesas milenares no MAB FAAP

Encontros com a Literatura no Sesc Piracicaba (SP)

Já saiu a programação de 2020, portanto é bom anotar e se programar desde já. Com encontros mensais em toda última quarta-feira do mês, o projeto convida o público para um bate-papo sobre as obras da literatura mundial que causaram impacto na sociedade e que demonstram que essa linguagem é o espaço permanente para o debate de ideias, sendo uma forma de resistência à barbárie do cotidiano.

Com coordenação e apresentação da Profa. Dra. Josiane Maria de Souza, o primeiro título da série será discutido no dia 29 de janeiro. Trata-se de O Senhor das Moscas, do William Golding (1954), obra mais reconhecida desse autor britânico, ganhador do Nobel de Literatura em 1983. Para o dia 19 de fevereiro está previsto O Sol na Cabeça, de Geovani Martins (2018).

Gravuras chinesas milenares no MAB FAAP
O primeiro livro da nova série será tema de debate no final de janeiro

Fronteira das Artes – Nacional (Olhar Interior)

Conheça o Barroco Paulista

Embora o Barroco Mineiro seja insuperável, temos no estado o que pode ser considerado o maior patrimônio do “Barroco Paulista”, representado pela igreja de Nossa Senhora da Candelária (Praça Padre Miguel, s/n – Centro), concluída em 1780 na Estância Turística de Itu.

Gravuras chinesas milenares no MAB FAAP
Igreja Matriz Nossa Senhora da Candelária (Itu, SP)

Ela é assim considerada por seu conjunto arquitetônico: talha, decoração e equipamentos. Seu altar-mor é entalhado em madeira e possui colunas de sustentação no modelo salomônico.

Em 1887 toda a frente do prédio ameaçava ruir. Foi quando o engenheiro campineiro Francisco de Paula Ramos de Azevedo cuidou de sua recuperação, acrescentando elementos neoclássicos. Na fachada há imagens vindas de Paris. Tombado em 1938, o edifício sempre enfeita qualquer fotografia. (Fonte: Amitur – Associação Brasileira de Municípios de Interesse Cultural e Turístico).

Interior da Matriz: símbolo do barroco paulista

Biblioteca de ARTUR

Histórias da Chácara Flora

Uma viagem no tempo e no espaço, ao revirar o baú de memórias (de madeira e de cor laranja), trazido ao Brasil no final do século XIX por Joanna, minha bisavó iugoslava (pelo lado materno). Mais exatamente na mesma época, quando os Nemitz e os Sorgenicht (lado paterno) também desembarcaram por aqui, vindos da Alemanha, França e Rússia.

O livro Memórias do Guardião – A Coleção de Kim Esteve e Uma História da Chácara Flora (Edward Leffingwell – Editora Terceiro Nome, 2003), de título emblemático, conta e resgata parte desta saga, quando o casal pioneiro Francisco e Emília Nemitz adquiriu a propriedade, na zona sul de São Paulo, e a transformou num dos símbolos da cidade.

A mansão e tudo em volta ainda existem, deslumbrantes. A casa foi construída em 1937 e em 1987 ganhou um ateliê-galeria projetado por Charles Bosworth. E estão em ótimas mãos, as de um dos maiores colecionadores do Brasil, o mecenas Kim Esteve, abrigando hoje um dos mais preciosos, fantásticos e representativos acervos de arte do país.

Francisco e Emilia Nemitz, primeiros proprietários da Chácara Flora, venderam sua residência em março de 1924
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