Início Arte e Cultura por Adriana Sorgenicht Teixeira Elvis, o Rei do Rock, e eu!

Elvis, o Rei do Rock, e eu!

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Na semana em que se celebram os 85 anos de Elvis (8 de janeiro), volto no tempo, num dia qualquer de 1972. Aos onze anos de idade, fui apresentada àquele que seria um dos meus ídolos mais venerados, talvez o maior, e que eu, vergonhosamente, desconhecia por completo até então.

Inconformada com minha alienação precoce, tia Mira, casada com meu querido e saudoso tio Fritz, em uma de suas visitas, logo tratou de resolver a questão, me presenteando com fotos, revistas e LPs do rei do rock, além de alardear sobre filmes e shows, passados e recentes, que ela recomendava com justificado entusiasmo. Alucinei.

A partir daí, teve início a coleção do que surgia pelo caminho e que – direta ou indiretamente – dizia respeito a “ele”. Preciosidades que conservo trancafiadas até hoje, a sete chaves, no baú da bisavó. Não costumo me impressionar e me curvar a celebridades, mas Elvis é absoluta exceção à regra. Amor eterno.

Tornei-me mais uma entre bilhões de ardorosas(os) fãs do ídolo, súdita por décadas, fidelidade canina, nutrindo uma devoção que, iniciada no início da adolescência, perdura até hoje. Só fica mesmo faltando a visita à mansão Graceland, que virou um monumento à memória de EP em Memphis (Tennessee, EUA). Esse sonho ainda não foi realizado. Não faltará oportunidade.

MEMÓRIA DE ARTUR

Elvis não morreu!

Ao entardecer de uma terça-feira de agosto de 1977, a prima caçula de oito anos de idade, que morava na casa ao lado e sabedora do fanatismo que eu nutria pelo Rei desde o famoso show no Havaí (Aloha from Hawaii, 1973), entrou correndo pela casa me dando a triste notícia e os pêsames.

Sem entender a brincadeira, que eu considerei de mau gosto, duvidei da informação e não dei chance – a expulsei na mesma hora, “onde já se viu?” Só podia ser fake news de algum desalmado, numa época em que ninguém sonhava com tal expressão. Liguei a tevê e o rádio.

A súdita e o cover (Miami, Flórida – 1995)

Gesto inútil e injusto com a pequena Josefa Maria: assim como Priscilla Presley e eu, milhões de admiradoras em todo o universo ficaram “viúvas”. Elvis partiu de repente e nos abandonou sem avisar, ainda muito jovem, com pouco mais de quarenta anos. Adolescente, senti pela primeira vez a dor da perda.

No day after, nós, as normalistas do Colégio Jesus Maria José, em São Paulo, paramos tudo e nos reunimos para lamentar e chorar juntas no pátio da escola. Inconsolável, a mais sofrida era Valéria, fã de carteirinha, colecionadora de tudo que se referia ao nosso “deus”, letras de todas as músicas na ponta da língua e sem sotaque, requebrando a coreografia com o mesmo charme e sensualidade de Elvis, the Pelvis. Eu a invejava…

Mais de quatro décadas se passaram, mas a paixão por sua arte e a incredulidade pelo seu desaparecimento precoce permanecem intactas. Assim como o empenho arraigado em eternizar uma lenda da música e do rock, símbolo de uma época, que hoje, 8 de janeiro, completaria 85 anos!

Elvis Presley dançando

HOMONYMUS de ARTUR

Arthur Bispo do Rosário

Arthur Bispo do Rosário é considerado um dos grandes artistas brasileiros e construiu toda sua obra durante o período em que esteve internado na Colônia Juliano Moreira no Rio de Janeiro. Sua obra se deu no diálogo que estabelece entre a arte e a loucura. Diagnosticado esquizofrênico paranóide, viveu recluso em torno de cinquenta anos.

No entanto, sua obra é objeto de estudo e pesquisa, e foram descobertas no início dos anos 80 quando pularam o muro que as separava da sociedade e ganharam grande destaque nas artes plásticas do país e repercussão internacional.

Uma das razões da descoberta do conjunto da obra de Bispo é a luta pela reorganização do mundo e a re-significação de sua existência nela contida. Além da singularidade dos materiais empregados e dos elementos repetitivos.

Uma arte movida pela incessante busca da retomada da razão que, contém em si uma poética surpreendente. (ARTHUR BISPO DO ROSÁRIO: A CRIAÇÃO ARTÍSTICA COMO REORGANIZAÇÃO DE MUNDO – Marta Claus – Mestranda em Ciências Sociais da Religião)

Arthur Bispo do Rosário

QUEM DISSE?

A viagem da descoberta consiste não em achar novas paisagens, mas em ver com novos olhos. (Marcel Proust)

Marcel Proust nasceu em Auteuil, subúrbio de Paris, em 1871. Em 1891, ingressou na Faculdade de Direito da Sorbonne; preparou-se para seguir a carreira diplomática, da qual desistiu para dedicar-se à literatura.

Seus primeiros escritos datam de 1892, quando, com alguns amigos, fundou a revista Le Banquet. A seguir, passou a colaborar em La Revue Blanche, frequentando ao mesmo tempo os salões aristocráticos parisienses, cujos costumes forneceram material para sua obra literária, iniciada com Os Prazeres e os Dias (1896).

A morte da mãe, em 1905, fez dele herdeiro de uma fortuna razoável. Com a saúde cada vez mais debilitada, Proust acaba isolando-se dos meios sociais para dedicar-se exclusivamente à criação de Em Busca do Tempo Perdido, publicado entre 1913 e 1927, em oito volumes: No Caminho de Swann, À Sombra das Raparigas em Flor, O Caminho de Guermantes (1 e 2), Sodoma e Gomorra, A Prisioneira, A Fugitiva e O Tempo Redescoberto.

Seu romance é tido por consenso como um dos maiores não apenas do século passado, mas de toda a história da literatura.

Marcel Proust
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