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Chef sul-africana dará aula de gastronomia na periferia de São Paulo

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Autora independente e chef sul-africana Nompumelelo Mqwebu é reconhecida por se dedicar a trabalhos sociais. Ela vem ao Brasil para participar de um evento gastronômico em São Paulo. Como parte da programação, ela dará uma aula especial. O local escolhido foi uma escola de gastronomia localizada na periferia da cidade.

O encontro é promovido pelo South African Tourism, órgão de turismo da África do Sul, representado no Brasil pela TI Comunicações. Ela já esteve no Brasil em maio de 2019 para participar do Festival África do Sul, realizado no Hotel Grand Hyatt.

A chef sul-africana Mqwebu trabalha promovendo a divulgação da autêntica cozinha africana com ingredientes nativos. Sua vinda ao Brasil pretende, mais uma vez, tratar das qualidades, temperos, cores e sabores das comidas feita na África do Sul e no continente africano como um todo.

Mqwebu é também autora. Seu livro de estreia, “Pelos olhos de uma chef africana”, venceu as categorias “Primeiro livro” e “Auto publicada” no Gourmand World Cookbook Awards, em 2017.

A aula na periferia de São Paulo acontecerá na sede do Gastronomia Periférica, hoje, dia 10 de setembro, das 18h às 22h. O local fica na Rua Cabo Estácio da Conceição, 176 CIEJA – Campo Limpo.

Chef sul-africana vem a convite do Gastronomia Periférica

O Gastronomia Periférica é um negócio social que visa provocar transformação através da gastronomia. O objetivo é preparar moradores da periferia para trabalhar no mercado de forma autônoma ou empreendendo.

Segundo dados divulgados pelo projeto, anualmente o setor de bares e restaurantes gera 250 mil empregos no país. “Não existe cozinha japonesa, italiana ou árabe sem gastronomia periférica”, é um dos conceitos do projeto. Afinal, em todos os restaurantes existe pelo menos alguém da periferia trabalhando.

A periferia de São Paulo, onde mora metade da população da cidade, tem números peculiares. A expectativa de vida na região, por exemplo, é de 23 anos a menos do que um morador das áreas nobres. Segundo o mapa da desigualdade, a periferia vive em um Brasil similar ao da década de 1950.

Apesar do esquecimento e da “invisibilidade”, a periferia pulsa, vibra, produz conhecimento, tecnologia social e cultura. “É nóis por nóis” é o tema da comunicação do Periferia Gastronômica. Seu trabalho visa diminuir desigualdades e capacitar moradores a trabalhar num dos mercados que mais geram emprego no país.

Fazem parte do projeto social Adélia Rodrigues, psicóloga e educadora emocional, e Edson Leite, chef de cozinha, assistente social e fundador da iniciativa. Os cursos promovidos pelo Gastronomia Periférica têm duração de 6 meses e comportam 20 alunos cada.

A vinda da chef sul-africana Mqwebu tem como objetivo estreitar as relações entre África do Sul e Brasil. Além de abrir as portas para que mais brasileiros possam se aprofundar em conhecimentos gastronômicos africanos. E, de quebra, conhecer os sabores da África do Sul.

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