Início Ecoturismo, Aventura e Esporte Projeto Everest 2019 divulga escalada como esporte olímpico

Projeto Everest 2019 divulga escalada como esporte olímpico

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O alpinista Rodrigo Raineri acaba de lançar o Projeto Everest 2019. Ele terá início no dia 24 de março quando ele embarca para o Nepal. Com a iniciativa, vai encarar um desafio inédito em sua carreira. Ao atingir o cume do Everest, o alpinista fará um voo solo de parapente do topo à base. Um feito jamais realizado e registrado por outros alpinistas.

O atleta aproveitará a oportunidade para divulgar e incentivar a prática da escalada esportiva como esporte olímpico. A modalidade fará parte dos Jogos de Tóquio, em 2020. Para completar, Raineri celebra seus 50 anos de vida durante a expedição.

Raineri é o único brasileiro a ter escalado como guia as sete mais altas montanhas dos sete continentes. Também formou com Vitor Negrete a única dupla brasileira a ter escalado a temida face sul do Acongágua (uma das mais difíceis do mundo).

O Projeto Everest

Ranieri já escalou três vezes o Monte Everest

O Projeto Everest 2019 vai ser dividido em 5 fases: a primeira delas é a chegada à cidade de Catmandu, no Nepal. O próximo destino é a cidade de Pokara para a realização de vários voos de treinamento de parapente. Na segunda fase, Raineri fará um trekking de aproximadamente dez dias até a base do Monte Everest.

A terceira fase do projeto engloba a etapa de aclimatação. O alpinista sobe e desce parte da montanha várias vezes para a adaptação do corpo à altitude. Há também uma etapa de descanso numa área mais baixa com menor altitude.

A quarta fase do projeto é também a etapa de maior expectativa. O alpinista vai em direção ao cume do Everest e realiza o vôo solo inédito de parapente. E na quinta e última fase, Raineri encerra a expedição e retorna ao Brasil.

“Um dos objetivos do Projeto Everest 2019 é divulgar e incentivar a prática da escalada esportiva. A modalidade passa a ser oficialmente considerada um esporte olímpico nos Jogos de Tóquio em 2020. Além disso, sou adepto e praticante da modalidade Hike and Fly. E a realização do voo solo inédito de parapente na montanha mais alta do mundo é algo que sempre sonhei em colocar em prática para superar novos limites e dificuldades”, conta o alpinista.

Raineri já escreveu dois livros

O alpinista já escalou os pontos mais altos de cada um dos 7 continentes

As vivências em pontos extremos do planeta e a liderança exercida em momentos difíceis bem como o treinamento e a gestão de riscos, renderam a Raineri uma bagagem valiosa, que ele compartilha com o público por meio de palestras realizadas em empresas, escolas e universidades e através de duas obras publicadas: o livro “No Teto do Mundo” e o livro “Imagens do Teto do Mundo”.

Especialista em conduzir e orientar pessoas que sonham em se desafiar na prática do montanhismo, Raineri já liderou expedições para o Monte Everest (três vezes no cume até o momento), localizado entre o Nepal e o Tibet na Ásia e conhecida como a maior montanha do mundo e de extrema dificuldade (8.848m).

Já esteve no Aconcágua na Argentina (seis vezes no cume), onde além de ter guiado diversas expedições pela sua rota normal, também escalou em pleno inverno a desafiadora Face Sul (6.962m).

Raineri escalou o Denali, no Alasca, também conhecido como McKinley (6.194m); o Kilimanjaro (duas vezes), cercado pelas belezas naturais da Tanzânia (5.895m); o Maciço Vinson, na Antártica (4.892m), o selvagem e remoto Carstensz, na Oceania, que coloca a expedição em contato com tribos preservadas, (4.884m) e por fim, para o Monte Elbrus (5.642m), na Rússia.

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