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O que os astronautas têm a ensinar às marcas?

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Se nossa razão de existir é ajudar grupos de pessoas a conquistarem feitos incríveis nas empresas, que melhor simbolismo para ilustrar isso do que astronautas e a conquista do espaço?

Desde o começo do século 20, a humanidade é fascinada com o céu e suas possibilidades infinitas. Primeiro veio o avião. Depois da Segunda Guerra Mundial, a ambição de conquistar o espaço, turbinada pelo comprometimento assumido por John F. Kennedy, presidente dos EUA que, na década de 60, fez um discurso falando do tema na cidade de Houston, no Texas.

A fala é um marco importantíssimo na exploração do espaço. Kennedy disse sobre a meta de chegar à lua antes do fim daquela década. O esforço de vários setores do país fez com que os EUA conseguissem esse feito antes mesmo do fim do prazo dado pelo presidente.

No mesmo discurso, Kennedy reconhece a enorme dificuldade da meta – que é chegar à lua. Mas, ressalta que isso serviria para que todos concentrassem suas energias e remassem na mesma direção.

O que ele fez foi alinhar os esforços de uma nação inteira aos ideais de uma meta – uma conquista, um feito, que era desbravar o espaço. E organizações são, fundamentalmente, a mesma coisa: gente que se junta para realizar uma missão muitas vezes incrivelmente difícil.

Astronautas são apaixonados pelo que fazem

Paixão, excelência e garra: isso tudo são os astronautas! Se nossa missão tem tudo a ver com ajudar gente, que se junta para conquistar grandes feitos, os astronautas simbolizam o que há de mais nobre no ser humano.

Astronautas são intensamente apaixonados pelo que fazem. A maioria deles decidiu, desde pequeno, que queria fazer isso para o resto da vida. Ser um desses é, talvez, uma das jornadas mais difíceis do mundo.

Para ser astronauta, é preciso ser formado em engenharia, física, biologia ou matemática. A maioria, no entanto, possui mestrados e PhDs. Mas não é só isso… vem do exército ou voam mil horas de jatos de caça na aeronáutica ou marinha. Depois vem a parte física: visão, saúde cardiovascular e altura, sendo também requisitos.

O próximo passo é passar pela academia de candidatos: um curso de dois anos em que aprendem sobre as tecnologias e realidades do espaço, como o funcionamento da Estação Espacial Internacional. Se tornam mergulhadores certificados e são treinados em sobrevivência no mar. Aprendem russo e passam pelo famoso acelerador gravitacional que vemos nos filmes.

Quando se formam astronautas, esses profissionais podem passar muitos anos sem nenhuma missão espacial. Ficam apenas treinando, treinando e treinando. Quando alocados para um trabalho, passam em torno de dois anos se preparando apenas para isso.

Isso é garra pura! Para não falarmos de quando eles, de fato, “viram” astronautas: imagine o quanto é difícil passar por uma missão, em que as chances de você não retornar são relevantes. Além de passar seis meses em uma lata de alumínio, de alguns metros de diâmetro, a um punhado de mil metros da Terra. É mole?

Os astronautas não podem trabalhar em equipe: são cinco adultos trabalhando com focos específicos, que precisam atingir resultados, executar projetos (como pesquisas científicas, manutenção em equipamentos e os famosos spacewalks), além do time da Terra, que trabalha durante vinte e quatro horas por dia no monitoramento.

Conquistar espaço e mercado

É uma equipe de mais de cinco mil pessoas, todas apaixonadas pelo espaço, buscando a excelência como prerrogativa, e dedicando suas vidas a uma causa. Eu, enquanto empreendedor de um negócio, também me considero um astronauta, pois é preciso revolucionar a forma com que as empresas trabalham, feito de dificuldades comparáveis à conquista do espaço.

Se formos bem-sucedidos nessa jornada, vamos ajudar nossos clientes, organizações de todos os tipos e setores, a conquistar feitos incríveis. E a ter um impacto gigante e positivo no mundo.

Para isso acontecer tem que ter, nada menos, do que astronautas no time: ou seja, gente apaixonada, raçuda e excelente. Como todas as pessoas que trabalham em volta das viagens espaciais.

Francisco Homem de Mello é fundador da Qulture.Rocks, startup residente no centro tecnológico de empreendedorismo Cubo Itaú. É especialista e estudioso em cultura organizacional. Autor do livro The 3G Way: Dream, People, and Culture. A publicação é uma das mais vendidas da Amazon em estratégia e negócios.

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