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Hotelier fala pontos positivos e negativos de hospedagens alternativas

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Segundo o hotelier Pedro Richardson, as opções de viagem com aluguéis de espaços estão cada vez mais populares entre turistas do mundo inteiro, sobretudo em tempos de pandemia, em que manter o distanciamento social é obrigatório e mais seguro.

“Já faz tempo que o modelo tradicional de hospedagem vem perdendo espaço para as novas modalidades de abrigo durante as viagens. Com opções de locação de quartos individuais ou compartilhados, espaços inteiros ou fracionados e até alternativas não tradicionais, esses modelos têm ganhado o gosto popular na hora de fazer as malas e conquistado turistas em busca de novas experiências e melhor relação entre custo e benefício”, afirmou o hotelier.

O crescimento nas buscas por esse tipo de hospedagem tem feito, inclusive, empresas de tecnologia investirem no setor. Desde 2008, a plataforma Airbnb (Air, Bed and Breakfast) vem unindo pessoas interessadas em hospedagens alternativas e aventureiros dispostos a oferecer um cômodo da casa para desconhecidos em troca de uma grana extra.

“Esse aplicativo tem se tornado um gigante tanto do setor tecnológico, quanto do turismo. Para se ter uma ideia, logo na estreia no mercado de ações, o Airbnb atingiu alta de 113% e resultou em algumas dezenas de bilhões de dólares aos empresários e investidores”, avalia o hotelier.

Mas o que interessa para a maioria da população é: vale ou não a pena esse tipo de hospedagem? Para ajudar a decidir onde se acomodar, Pedro Richardson fez uma seleção dos pontos positivos e negativos das acomodações alternativas, confira.

Positivos

* Você tem a opção de fazer novos amigos se hospedando em locais compartilhados. São inúmeras experiências e trocas que esse tipo de acomodação pode oferecer, inclusive com os donos dos espaços.

* Imóveis alugados te dão mais liberdade de horário e privacidade. As acomodações individuais te fazem sentir em casa, sem compromissos com horários de refeições, limpeza de quartos. Assim, os hóspedes podem ter uma experiência muito próxima à de um morador local.

* Os preços costumam ser mais baixos nesse tipo de hospedagem, permitindo assim que você se hospede em pontos bons e valorizados do local que está visitando, sem ter que gastar com hotéis de luxo.

* As plataformas hoje também oferecem acomodações alternativas e mais exóticas como chalés privativos na montanha ou até mesmo uma casa em cima de uma árvore, tornando a acomodação uma grande experiência por si só.

Negativos

* Você vai se sentir em casa, mas não estará. A casa te oferece a liberdade de curtir do seu jeito, mas as obrigações com limpeza vão te lembrar que “mi casa no es su casa”.

* Caso o turista opte por espaço compartilhado, isso pode te roubar a privacidade (e se não ficar atento, te rouba outras coisas também). É preciso ficar de olho quanto à segurança de seus pertences, já que a rotatividade costuma ser grande.

* Você não terá serviços de quarto, nem café da manhã ao seu dispor. Nesse tipo de acomodação são raras as opções que incluem café da manhã, então as opções são fazer ou comprar.

O fato é que o Airbnb e acomodações afins vieram para ficar e aumentaram o leque de opções dos viajantes, para preocupação dos hotéis e para a sorte do turista, que é quem mais tem a ganhar com a competição.

O hotelier Pedro Richardson é autor do blog Travel With Pedro, com formação na Blue Mountains International Hotel Management School, na Austrália, e especialização na escola de hotelaria da Cornell University, dos Estados Unidos.

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