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Hotéis digitais: a segurança da informação na hotelaria

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A trabalho ou a lazer, entramos e saímos de hotéis sem nos preocuparmos com a quantidade de dados que deixamos pelo caminho. Mas não se engane: do cadastro no check-in ao pagamento no check-out, passando pela utilização do Wi-Fi nos quartos ou áreas comuns, o setor hoteleiro é um dos que mais utilizam informações de seus clientes para garantir melhores produtos e serviços personalizados. São o que chamados hotéis digitais.

Por isso, tais empresas precisam redobrar a atenção e o cuidado com a área de TI, evitando a ação de cibercriminosos e garantindo a privacidade necessária aos indivíduos, conforme estipulado pela Lei Geral de Proteção aos Dados Pessoais (LGPD), em vigor desde setembro de 2020. Assim, algumas demandas relacionadas à segurança dos dados são mais urgentes nessa área. Confira as principais e como os hotéis digitais podem se precaver:

Gerenciamento de redes Wi-Fi

Certamente é a principal preocupação de hotéis e pousadas quando o assunto é tecnologia. É necessário gerenciar uma quantidade grande de redes: há aquelas disponíveis no quarto, as que ficam localizadas nas áreas comuns, como restaurantes, e é preciso garantir uma que seja segura e utilizada apenas pelos funcionários do hotel para a operação do negócio. Assim, o recomendado é obter uma solução capaz de realizar esse controle de forma prática, rápida e eficiente, permitindo antever possíveis riscos e a performance de tráfego.

Controle de acesso

Um dos pontos mais vulneráveis da segurança de informação nos hotéis é justamente a equipe de funcionários. O descuido com uso de outros equipamentos na rede corporativa, a falta de cuidado com login e logout, senhas fracas e/ou compartilhadas, a falta de um duplo fator de autenticação, contas inativas, a liberação indevida e o descontrole no acesso a diferentes recursos costumam ser explorados por criminosos digitais que desejam roubar os dados financeiros dos clientes do hotel.

A alternativa é instituir uma política rigorosa de acesso, regras criteriosas de permissões para evitar a entrada não autorizada à informação e contar com ferramentas digitais que possibilitam identificar quem está entrando (ou tentando entrar) em determinado recurso ou sistema.

Proteção aos dados

hoteis digitais a seguranca da informacao na hotelaria

Além de controlar o acesso dos funcionários (e dos próprios hóspedes) de acordo com o perfil de cada um, pra o que chamos de hotéis digitais é necessário instituir múltiplas camadas de proteção às informações coletadas e armazenadas pelas empresas. Não, não se trata apenas de instalar antivírus nos equipamentos disponíveis – é uma estratégia importante, sem dúvida, mas complementar ao plano traçado pela equipe de TI. Aqui, é preciso implementar uma solução que ofereça diversas camadas de segurança, varrendo a rede atrás de possíveis falhas e controlando a entrada de dispositivos digitais externos.

Atualização dos sistemas

Outro ponto bastante explorado por hackers em organizações hoteleiras é a falta de atualização e manutenção dos equipamentos utilizados. Um computador desatualizado que não tem o que há de mais moderno tanto em sua operação quanto em sua proteção – são como janelas abertas pelas quais os criminosos conseguem entrar na rede. Isso costuma ocorrer porque a quantidade de atualizações digitais em uma rede hoteleira geralmente é gigantesca. A boa notícia é que já há soluções disponíveis no mercado que automatizam e agilizam essa tarefa, informando pontos de melhoria e focos de atenção.

Backup contínuo

Já imaginou se, por qualquer motivo, o hotel perde as informações de hóspedes e não consegue saber quem já pagou antes, quem vai acertar no check-out e quem pretende parcelar? A gestão financeira estaria comprometida – além do prejuízo de imagem de ter exposto dados confidenciais das pessoas. Uma forma de reduzir o dano, caso aconteça algo similar a isso, é manter cópia das informações mais importantes (o bom e útil backup). Não se trata, evidentemente, de disponibilizar um profissional apenas para copiar e colar os dados, mas de implementar uma ferramenta que realiza essa tarefa de forma inteligente, capaz de identificar o período ideal para gerar a cópia.

Artigo de Otto Pohlmann, CEO da Centric
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