A Itália apresentou na WTM Latin America uma estratégia centrada na diversificação de destinos e no fortalecimento do turismo de experiência, com participação ampliada de regiões e operadores no estande institucional do país.

De acordo com Bárbara Oristanio, representante da ENIT (Agenzia Nazionale del Turismo) no Brasil, o estande reuniu 16 operadores e contou com o retorno de destinos que não participavam da feira há anos, além da continuidade de regiões que vêm reforçando sua presença no mercado brasileiro. Segundo ela, o movimento indica interesse crescente tanto do trade italiano quanto da demanda brasileira.
A executiva afirma que, neste ano, o foco está em produtos de maior valor agregado. Com destaque para turismo de luxo, experiências personalizadas e viagens com conexão cultural. Entre os segmentos em evidência, estão também viagens para celebrações, como casamentos em propriedades históricas, que têm ganhado relevância na oferta italiana.
Entre os destinos presentes, os organizadores destacaram a Sardenha como um exemplo de diversidade de produtos. Segundo Renata Olejnicka, fundadora e CEO da Renata Travel, a região combina turismo de alto padrão, com áreas como Porto Cervo, e atividades ao ar livre, incluindo esportes náuticos e trilhas. A executiva também ressalta a variedade de paisagens e a identidade cultural preservada, com gastronomia e tradições locais como parte da experiência.
No norte do país, a região de Brescia apresentou uma proposta baseada na integração de diferentes tipos de turismo. Andrea Mattia Maggioni, vice-presidente da Visit Brescia, destacou a proximidade com Milão e Veneza como fator logístico. Além da presença de lagos, áreas de montanha e eventos internacionais, como a Mille Miglia. Segundo ele, a estratégia é posicionar o destino como alternativa complementar aos grandes centros turísticos italianos.
Já a região do Veneto reforçou sua oferta diversificada, que inclui cidades históricas, áreas costeiras, montanhas e regiões vinícolas. Giullano Vantaggi, diretor de promoção turística e marketing territorial da região, destacou a presença de patrimônios reconhecidos internacionalmente. Além da forte ligação histórica com o Brasil, resultado dos fluxos migratórios italianos.
A participação italiana na feira também funciona como termômetro de mercado. Segundo Bárbara Oristanio, o interesse imediato pode ser medido pelo fluxo no estande e pelas interações com operadores e agentes. Já os impactos mais concretos tendem a aparecer nos meses seguintes, com mudanças nos fluxos de visitantes e no desempenho de segmentos específicos.
A estratégia apresentada reflete uma tendência de descentralização do turismo na Itália, com incentivo à descoberta de novos destinos e redução da concentração em cidades já consolidadas, em linha com a busca global por experiências mais personalizadas e distribuição mais equilibrada do fluxo turístico.
Segundo Murilo Cassino, diretor Comercial da ITA Airways no Brasil, a melhor forma de chegar ao país é por meio de voos diretos que partem do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos e do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão com destino ao Aeroporto de Roma Fiumicino (Leonardo da Vinci), principal hub da companhia, de onde são distribuídas as conexões para outros destinos na Itália e na Europa.




