Em entrevista exclusiva à Marco Zero, Paulo Mancio, vice-presidente de Desenvolvimento da Marriott International no Caribe e América Latina (CALA), detalhou a estratégia de atuação da companhia no Brasil, destacando o potencial do mercado nacional e os planos de crescimento da maior operadora hoteleira do mundo.

Segundo o executivo, a Marriott vive um momento de expansão contínua em escala global. “Temos cerca de 10 mil hotéis — e digo ‘cerca de’ porque abrimos mais de um hotel por dia”, afirmou. A empresa atua predominantemente como operadora, firmando contratos com investidores e proprietários dos empreendimentos. “Nós operamos os hotéis, não necessariamente somos donos dos prédios, embora em alguns casos também tenhamos participação societária, o que chamamos de equity”, explicou.
A operação da rede se estrutura, principalmente, em dois modelos de negócios: o de gestão (management), em que a companhia administra o hotel em nome do investidor, e o de franquia, no qual o proprietário utiliza a marca e os padrões da rede.
Com um portfólio robusto de 42 marcas ao redor do mundo, a Marriott aposta na diversificação como um de seus principais diferenciais competitivos. No Brasil, essa estratégia inclui a expansão de produtos voltados a diferentes perfis de público, com destaque para a chegada e adaptação da bandeira City Express ao mercado nacional.
De acordo com Mancio, a marca foi posicionada no segmento midscale, caracterizado por oferecer equilíbrio entre conforto, funcionalidade e preço acessível, situando-se entre as categorias econômica e de alto padrão. “Essa nova linha foi pensada para atender uma demanda crescente por hospedagens com bom custo-benefício”, ressaltou.
Hospedagem com categoria
Dentro desse conceito, a rede desenvolveu cinco variações da marca, incluindo o modelo City Express Júnior, que, segundo o executivo, dialoga diretamente com o perfil do consumidor brasileiro. “É um quarto menor em área, mas muito bem decorado, pensado para proporcionar uma experiência especial ao hóspede”, destacou.
A proposta da Marriott, no entanto, vai além da hospedagem tradicional. “Nós não vendemos apenas um apartamento de hotel, vendemos uma experiência. Cada estadia precisa ser memorável”, afirmou Mancio. Essa filosofia, segundo ele, está no centro da atuação da empresa, que atende diariamente mais de um milhão de hóspedes em todo o mundo.
A companhia atua com diferentes categorias de mercado, abrangendo desde o midscale (intermediário), passando pelo upscale, com foco em alta qualidade e serviços superiores, até o upperupscale, segmento que oferece experiências exclusivas e padrão elevado, próximo ao luxo.
Ao analisar o cenário brasileiro, o executivo destacou o bom desempenho recente da hotelaria no País. “Os hotéis estão apresentando uma performance muito positiva, com taxas de ocupação elevadas. O brasileiro quer viver, gosta de viver, e isso tem tudo a ver com a Marriott”, avaliou.
Para Mancio, o crescimento do setor no Brasil resulta de uma combinação de fatores, incluindo a retomada da demanda por viagens e o perfil do consumidor nacional, que valoriza experiências. Nesse contexto, a empresa pretende intensificar sua presença no País.
“A Marriott acredita muito no Brasil. As novas assinaturas de contratos mostram esse compromisso e o trabalho que estamos realizando. Não basta apenas desejar crescer, é preciso investir energia e esforço contínuo para avançar e se manter competitivo”, concluiu.




