A comunidade do Araçá, em Porto Belo (SC); o distrito de Conceição de Ibitipoca, em Lima Duarte (MG); e os municípios de Delfinópolis (MG), Holambra (SP), Lençóis (BA), São José do Barreiro (SP) e Vila Flores (RS) representam o Brasil no Best Tourism Villages 2026. A seleção avalia patrimônio cultural e natural, sustentabilidade, infraestrutura, gestão e benefícios para as comunidades, enquanto a projeção internacional amplia a importância dos idiomas para apresentar experiências, receber visitantes e estabelecer relações com o mercado turístico de outros países.

Sete destinos de cinco estados brasileiros foram selecionados para representar o país no Best Tourism Villages 2026. A iniciativa da ONU Turismo é voltada a comunidades rurais que utilizam o turismo como ferramenta de preservação cultural, proteção ambiental e desenvolvimento local.
Concorrem ao reconhecimento a comunidade do Araçá, no município de Porto Belo, em Santa Catarina; o distrito de Conceição de Ibitipoca, pertencente a Lima Duarte, e o município de Delfinópolis, em Minas Gerais; os municípios de Holambra e São José do Barreiro, em São Paulo; Lençóis, na Bahia; e Vila Flores, no Rio Grande do Sul. Os escolhidos serão anunciados até o fim de 2026.
Criado em 2021, o programa já recebeu mais de mil candidaturas de cem países. Sua rede internacional reúne 319 destinos rurais de 65 nações, distribuídos pelas Américas, África, Ásia, Europa e Oriente Médio. As comunidades são avaliadas por especialistas independentes em áreas como patrimônio cultural e natural, sustentabilidade econômica, social e ambiental, infraestrutura, governança, assim como bem-estar da população. O Brasil já apresentou 27 destinos ao longo das edições e possui dois reconhecidos: Testo Alto, em Pomerode, Santa Catarina, e Antônio Prado, no Rio Grande do Sul.
Para Reginaldo Kaeneêne, CEO e fundador da KNN Idiomas, a presença em uma iniciativa global pode aproximar assim essas comunidades de novos públicos, operadoras, plataformas e profissionais do setor. “Um destino precisa conseguir contar sua própria história para ser compreendido fora do país. Falar inglês permite portanto apresentar as tradições locais. Além de explicar como funcionam as experiências oferecidas e participar assim diretamente de conversas com visitantes, jornalistas, operadores e parceiros internacionais”, afirma.

Os sete representantes brasileiros reúnem experiências distintas. A comunidade do Araçá, em Porto Belo, mantém vínculos com a pesca artesanal e a gastronomia baseada em frutos do mar. O distrito de Conceição de Ibitipoca, em Lima Duarte, e os municípios de Delfinópolis e Lençóis têm atrativos ligados a trilhas, cachoeiras, cavernas, assim como ecoturismo. Holambra preserva referências da imigração holandesa e da produção de flores. São José do Barreiro combina fazendas históricas. Já a Mata Atlântica, os caminhos do ciclo do café. Vila Flores valoriza a cultura da imigração italiana, o turismo rural e a gastronomia. Para pousadas, restaurantes, guias e produtores, comunicar essas particularidades exige portanto explicar ingredientes, costumes, regras de visitação, níveis de dificuldade, horários e formas de reserva.
Reginaldo observa que o aprendizado do idioma pode partir da identidade de cada comunidade. “Em um curso de inglês, um guia de Lençóis pode aprender portanto a explicar as condições de uma trilha. Já um produtor de Delfinópolis pode apresentar assim o Queijo Canastra. Um profissional da comunidade do Araçá pode contar a relação dos moradores com a pesca. A metodologia da KNN foi desenvolvida para falantes de português. Ela prioriza a conversação desde as primeiras aulas, para que o estudante consiga aplicar o idioma às situações que fazem parte do seu trabalho”, explica.




