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São Paulo está entre as 100 melhores cidades do mundo para universitários fazerem intercâmbio

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No mês passado, a QS Best Student Cities divulgou o ranking anual de melhores cidades para universitários estrangeiros e São Paulo ficou entre as 100 primeiras, ocupando a 97ª posição. Não é à toa que o número de intercambistas cresceu em 2023. De acordo com dados disponibilizados pela rede de residenciais estudantis Share Student Living, suas 4 unidades de São Paulo receberam 34% estrangeiros a mais que no ano passado.

De acordo com o levantamento, em agosto de 2022, 91 universitários estrangeiros, de mais de 21 nacionalidades diferentes, residiam em alguma unidade da Share na cidade. Já em agosto de 2023 foram 122 entradas, com mais de 22 nacionalidades diferentes. Entre os residentes atuais da Share, 40% estudam na USP, 26% na FAAP e os outros 34% se dividem entre Mackenzie, FGV, ESPM, PUC, FECAP, entre outros.

Muitas universidades pelo Brasil possuem parcerias com instituições estrangeiras, facilitando assim o intercâmbio de estudantes. Em vigor desde 1965, o Ministério da Educação (MEC) oferece o Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) que promove oportunidades para que estudantes estrangeiros façam um curso de graduação no Brasil de forma gratuita em instituições brasileiras de ensino superior. Este mês, o programa anunciou que ofertará mais de 6 mil vagas para 2024, com a participação 102 instituições de educação superior de todas as regiões do país.

E os motivos que fazem os universitários estrangeiros escolherem São Paulo para o intercâmbio são diversos. Matteo Dalzoppo, italiano de 23 anos, estuda finanças na Escola Politécnica de Milão e, no ano passado, decidiu fazer um intercâmbio na Faap, faculdade que possui parceria com a escola italiana, depois de amigos terem indicado a escolha do país.

“Alguns amigos já tinham vindo para o Brasil e me indicaram que seria a melhor opção de intercâmbio, pela cultura diversa e acalorada e por ter um local como a Share Student Living para morar, com segurança e diversidade”. Outro italiano que residiu na Share durante o ano passado, conta que adorou a cidade e pegou o costume de andar por ela de bicicleta. “O residencial estudantil oferece bicicletas elétricas para nos locomovermos pela cidade e eu adorei essa experiência. Em Milão não há ciclovias como aqui, então eu não conseguia ter esse dia a dia mais saudável e sustentável como em São Paulo.”, explica Christian Abd El Nour, de 22 anos.

Nina, Guatemalense de 23 anos que estuda na Espanha, também conta que decidiu morar em São Paulo por indicação de amigos que já tinham feito intercâmbio por aqui. Ela está cursando um período de 6 meses na Escola Politécnica da USP e tem adorado a dinâmica da cidade e a pluralidade de culturas que ela tem acesso, ao conviver com outros intercambistas e brasileiros na Share Student Living.

Se para os universitários estrangeiros a experiência de residir em outra cidade, num local que promove a vivência diversa em comunidade, é fascinante, para os brasileiros que convivem com os intercambistas, é mais ainda. “Não preciso nem fazer curso de línguas para aprender outro idioma. É muito legal ter a oportunidade de conhecer e conviver com pessoas de todos os lugares do mundo, é uma troca muito rica de cultura”, diz Uma Coimbra, estudante recifense que reside em uma das unidades da Share.

A vivência em comunidade e a troca de experiências entre perfis diversos é o pilar desse modelo de moradia para estudantes. “Valorizamos a convivência, o compartilhamento e a criação de comunidades, para que esse estudante se sinta dessa forma acolhido, troque experiências e desperte habilidades interpessoais que ele não vai necessariamente aprender na faculdade. E é um ambiente muito plural, porque temos estudantes de vários países, diversas faculdades, cursos, alguns no mestrado, outros no cursinho”, afirma Fabrício Gonçalves, Gerente de Marketing da Share.

Ele afirma que os estrangeiros acabam escolhendo um modelo de moradia como a Share Student Living principalmente por se sentirem seguros nesse ambiente: “Eles escolhem o Brasil pela cultura e pelo clima, mas também sentem medo do desconhecido, então residir em um local seguro, que o apoie em toda sua jornada de intercâmbio, acaba sendo a melhor opção”.

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