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Relatório de Sustentabilidade da Embratur oficializa avanços na compensação de carbono e amplia práticas de impacto social e ambiental

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A Embratur lançou no dia 3 de julho o segundo Relatório de Sustentabilidade. A iniciativa amplia a transparência das ações da agência e demonstra como a Embratur incorpora a abordagem ESG na sua atuação.

Relatório de Sustentabilidade da Embratur oficializa avanços na compensação de carbono e amplia práticas de impacto social e ambiental

O texto oficializa a compensação de 100% das emissões de gases de efeito estufa vinculadas às viagens e operações corporativas da agência no último ano e sinaliza uma mudança de rota na promoção do país no exterior que passou a exigir do mercado as mesmas práticas de impacto social e ambiental que adota internamente.

Nas operações internas, a agência reduziu em 45,3% o consumo de combustíveis fósseis , impulsionada pela incorporação de três veículos elétricos à frota, e registrou queda de quase 20% no uso de energia elétrica na sede.

Como próximo passo na agenda climática, a Embratur prepara para 2026 o lançamento de um Plano de Descarbonização, focado na redução estrutural primária das emissões antes de recorrer à compensação financeira das suas emissões de gases de efeito estufa.

Com a adoção de critérios socioambientais para a seleção de coexpositores que representam o Brasil em feiras internacionais, o índice de parceiros da Embratur com certificações de sustentabilidade passou de 25,2%, em 2024, para 40,05%, em 2025. A parcela de empresas signatárias do Pacto Global da ONU subiu de 3,57% para 9,13% no mesmo período.

Na área de recursos humanos, o documento aponta que o primeiro processo seletivo público da agência destinou 50% das vagas a grupos minorizados, incluindo pessoas negras, indígenas, com deficiência e trans. A estratégia de diversidade também comprovou rentabilidade na promoção dos destinos. Ações focadas no segmento de Afroturismo alcançaram mais de 25 milhões de pessoas no exterior e geraram R$ 2,34 milhões em mídia espontânea.

Na oferta de produtos, mais de 90% dos roteiros listados no catálogo internacional Feel Brasil são hoje operados por micro e pequenas empresas.

Para o presidente da Embratur, Bruno Reis, as métricas internas são uma resposta direta às novas exigências de mercado e de consumo. “A sustentabilidade deixou de ser apenas um compromisso climático. Ela tornou-se uma vantagem competitiva real, capaz de abrir parcerias estratégicas e aumentar a visibilidade internacional do país”, afirma Reis. “O nosso relatório comprova que preservar biomas e valorizar comunidades locais não é um obstáculo ao desenvolvimento. É justamente um diferencial competitivo do Brasil no exterior. Ao zerarmos nossas próprias emissões e adotarmos critérios rígidos de governança, demonstramos na prática que conservação ambiental e crescimento econômico não são objetivos opostos. Isso nos dá legitimidade para atrair um turista cada vez mais exigente.”

O retorno econômico da sustentabilidade

O alinhamento das estratégias de promoção internacional a eixos como ecoturismo e turismo regenerativo ocorreu no mesmo ano em que o Brasil registrou seus maiores números no setor. O país recebeu 9,3 milhões de turistas estrangeiros em 2025, um aumento de 37%.

A receita gerada por esses visitantes somou US$ 10,45 bilhões, valor recorde na série histórica. Para sustentar o fluxo, a conectividade aérea internacional ofertou 17,6 milhões de assentos, alta de 37,5% em relação ao ano anterior.

A Embratur elaborou o Relatório de Sustentabilidade com base nos padrões da Global Reporting Initiative (GRI) e passará a lançá-lo anualmente. O texto está disponível para consulta pública no site da instituição a partir desta sexta-feira (3). Acesse aqui.

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