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Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (MT) receberá investimentos de R$ 18 milhões para fomentar visitação

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Localizado no estado do Mato Grosso, o exuberante Parque Nacional da Chapada dos Guimarães receberá o aporte de R$ 18 milhões da iniciativa privada para investimentos turísticos que incluem as atividades de visitação voltadas a educação ambiental, a preservação e conservação do meio ambiente, o turismo ecológico, a interpretação ambiental e a recreação em contato com a natureza.

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (MT) receberá investimentos de R$ 18 milhões para fomentar visitação

O leilão aconteceu dia 2 de fevereiro e teve como vencedor o consórcio Parques FIP em Infraestrutura que terá assim a concessão pelos próximos 30 anos.

Presente na cerimônia, o Secretário Nacional de Infraestrutura, Crédito e Investimentos no Turismo do Ministério do Turismo, Carlos Henrique Sobral, ressaltou a importância da integração entre políticas públicas de cada órgão para a consolidação do Brasil como destino referência em ecoturismo.

“É nesse contexto de fortalecer a parceria entre os diversos setores do governo federal com foco na promoção do turismo sustentável em áreas naturais que o MTur, o MMA e o ICMBio vêm trabalhando”, afirmou o secretário. “É determinação do Ministro Celso Sabino valorizar essas unidades de conservação e potencializar dessa forma a visitação turística”, afirmou.

O parque é o segundo do ano a integrar o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal, estruturado pelo BNDES em parceria com os Ministérios do Turismo (MTur) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o ICMBio. O primeiro do ano a ganhar uma concessão para melhorias em infraestrutura turística foi o Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará, que ganhou o aporte de R$ 61 milhões ainda no mês de janeiro.

O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães foi criado em 1989 e envolve os municípios de Cuiabá e Chapada dos Guimarães. A localidade protege amostras significativas dos ecossistemas locais e assegura assim a preservação dos recursos naturais e sítios arqueológicos existentes, proporcionando uso adequado para visitação, educação e pesquisa. É uma área natural do Cerrado brasileiro, segundo maior bioma do país, e abriga grande parte das nascentes dos grandes rios brasileiros (Paraguai, Araguaia, Tocantins, Juruena-Tapajós e São Francisco).

“O Parque compõe a reserva da Biosfera do Pantanal (UNESCO), se destaca ainda pelo interesse geológico, geográfico, paleontológico e espeleológico, assim como pelas belezas naturais como: mirantes de beleza cênica, cachoeiras, cavernas, lagos entre outros aspectos de interesse turístico, em meio ao ambiente típico do bioma cerrado”, comentou Sinara Leandra Silva Alves de Souza, Coordenadora de Apoio a Concessões e Parcerias de Ativos Naturais.

Conforme a modelagem final do projeto, a maior parte dos R$ 18 milhões de investimentos será destinada ao ordenamento da visitação com a implementação de controle de acesso e infraestrutura para receber os visitantes. O principal objetivo é viabilizar dessa forma o desenvolvimento local de forma sustentável a partir da preservação das paisagens naturais que são a marca do Parque.

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Visitação

Segundo o ICMBio, a visitação em unidades de conservação em 2018, período pré-pandemia, já tinha estabelecido um novo patamar com mais de 12,4 milhões de visitas, um aumento de 16% em relação ao ano anterior. Em 2022, pós-pandemia, foi registrado um aumento de mais de 80% na visitação, com quase 22 milhões de visitantes.

O valor do investimento previsto para o Parque da Chapada dos Guimarães nos primeiros cinco anos é de R$ 18 milhões, com destaque para a implementação de sistemas de trilhas, reforma de edifícios existentes, implementação de transporte interno, entre outros. Além da aplicação de cerca de R$179 milhões em operação e gestão ao longo do contrato e outros benefícios, como mais de 900 empregos diretos e indiretos.

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