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Concertos Cripta na Catedral da Sé

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No mês de maio, dia 28, será a vez do Quarteto da São Paulo Chamber Soloist apresentar-se na Cripta que fica abaixo do altar-principal da Catedral da Sé.

Concertos Cripta na Catedral da Sé

Formado por dois violinos (Alejandro Aldana e Matthew Thorpe), viola (Gabriel Marin) e violoncelo (Rafael Cesário), o grupo traz um recorte da camerata de cordas criada em 2020. No repertório estarão peças de Arturo Márquez, Radamés Gnatalli e Antonin Dvorák.

Os concertos, realizados aos sábados às 16 horas, tem ingressos gratuitos. Eles são distribuídos a partir das 15 horas, ao lado da Secretaria da Catedral da Sé (à direita do altar principal). São 70 ingressos distribuídos ao público por apresentação.

Realizada a partir do PRONAC 185199, a Série Concertos Cripta tem 30% das apresentações com tradução em LIBRAS. Mapa tátil, guia de visita audiodescrita e folder em braille são disponibilizadas pelo projeto. Além de barras de acesso nas escadas e assentos reservados para idosos, obesos e deficientes.

Concertos Cripta na Catedral da Sé

A série Concertos Cripta

Inicialmente concebido como parte das comemorações dos 100 anos da Cripta da Catedral da Sé, os Concertos Cripta já apresentaram 36 diferentes atrações. Espaços da Catedral que nunca tinham sido abertos ao grande público receberam as atrações, todas com acesso gratuito e transmissão ao vivo por canais do projeto nas redes sociais ( /concertoscripta ) e indicados em www.concertoscripta.com.br.

Já se apresentaram nos Concerto Cripta grandes nomes e jovens talentos da música instrumental e do canto coral brasileiros como: Laércio de Freitas, Clara Sverner, Alessandro Penezzi, Caixa Cubo Trio, Duo Siqueira Lima, Pastoras do Rosário, Chico Brown, Salomão Soares, Quarteto Mundana Refugi, Coro Sinfônico de Goiânia e outros.

Concertos Cripta na Catedral da Sé

A Cripta da Catedral da Sé

Centenária, a cripta da Catedral da Sé de São Paulo foi inaugurada no dia 16 de janeiro de 1919. Seis anos após o início da construção do atual templo e oito anos após a demolição da antiga Sé.

Capela subterrânea que abriga 30 câmaras mortuárias, a cripta fica 7 metros abaixo do nível da praça da Sé. Ela é acessível por duas escadas localizadas nas laterais do altar-mor e presbitério da Catedral. O local tem 365 metros quadrados e foi projetada em formato de cruz.

Na nave central, atrás das escadas, estão localizados os túmulos do Padre Diogo Antonio Feijó, regente do Império do Brasil entre 1835 e 1837, e do índio Tibiriçá, cacique da tribo tupiniquim que habitava a região de Piratininga na chegada dos portugueses, em 1554.

Além dos restos mortais de todos os bispos da fase diocesana de São Paulo (entre 1745 e 1908, quando a cidade ainda fazia parte da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro), está sepultado na cripta da catedral o Padre Bartolomeu de Gusmão. Ele inspirou um dos personagens principais do livro “Memorial do Convento”, do escritor português José Saramago. Acusado de bruxaria por seus contemporâneos e denunciado à Inquisição, Padre Bartolomeu é considerado o inventor do balão de ar quente.

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