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Cinco destinos de intercâmbio para quem ama fotografar

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O Instagram, fundado em 2010, criou uma geração de influencers e entre eles aqueles que gostam de fotografar viagens. Isso permitiu que os seguidores tivessem acesso a imagens com qualidade de diversos destinos nunca antes visto por eles.

Mas toda essa facilidade de fotografar percorreu um longo caminho e teve dois percursores: Louis Daguerre e Nicéphore Niépce. Ambos desenvolveram o daguerreótipo, um dispositivo que foi criado no começo dos anos 30 do século 18. Ele foi batizado com esse nome porque Niépce faleceu no começo de 1833. Assim, a tecnologia levou o nome apenas do criador Daguerre.

máquina de fotografar

O aparelho consiste em fixar uma imagem em uma placa de cobre, revestida com prata e expondo a cristais de iodo. O processo foi rapidamente aprendido pelo mundo inteiro até que foi substituído pelo Colotipia e evoluiu para as câmeras atuais.

Na data, 19 de Agosto de 1839, o cientista François Arago, em uma reunião no Instituto da França, anunciou que o Governo francês adquiriu o daguerreótipo. Por isso, o Dia Mundial da Fotografia foi oficializado em 19 de Agosto. Afinal, a técnica se tornou de domínio público.

Viagem é sinônimo de fotografar

Do daguerreótipo ao desenvolvimento de celulares com câmeras que fazem bem a sua função, viajar é sinônimo de fotografar. Mas para captar as melhores imagens de um lugar, muitas vezes, é importante conhecê-lo melhor. Seus detalhes e particularidades.

Por isso, consultamos a Belta (Associação das Agências Brasileiras de Intercâmbio) que selecionou 5 destinos para quem ama fotografar. “Durante um intercâmbio o estudante divide o seu tempo entre os estudos e o lazer. Por isso, ter as dicas certas dos locais para fotografar, faz ele ganhar tempo. Assim, conhecer antes os melhores destinos que iremos visitar faz toda a diferença na realização da viagem”, afirmou Maura Leão, presidente da associação.

Costa Rica

Fotografar na Costa Rica

Ir para a Costa Rica é ir para o país mais feliz da América Latina. Segundo o Relatório Mundial da Felicidade apresentado pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 2018, a Costa Rica fica atrás apenas do Canadá nas Américas.

De acordo com a fotógrafa Elke Fortscher, do Tiny Atlas Querterly (Fotógrafos de viagem), captar a essência do lugar é o diferencial e melhor do que recriar fotos já vistas. Nada melhor que unir as pessoas que vivem nesse lugar com as paisagens e/ou monumentos. Logo, para quem ama fotografar esse é um destino certo. Afinal, une os habitantes da Costa Rica com deslumbrantes praias e águas termais.

Além das paisagens, a Costa Rica, em 2018, estabeleceu gasto público de 8% do seu Produto Interno Bruto (PIB) na educação nacional. Proporcionalmente, nenhum país investe tanto na área.

Assim, o intercambista tem acesso a universidades para estudo de línguas como o espanhol e o inglês. Entre os locais para fotografar estão: Turrialba (Rio Pacuare), La Fortuna (o vulcão Arenal e as águas termais), Monteverde (Floresta costa riquenha) e Tamarindo (Praia e gastronomia).

Perth, Austrália

Fotografar na Austrália

Estar em Perth é estar entre as 10 cidades mais saudáveis e ensolaradas em todo o mundo. É a mistura da cidade grande com a segurança dos lugares pequenos. É ter ensino de qualidade, natureza, e uma vida empresarial agitada.

A cidade mais isolada do mundo fica na Austrália Ocidental e foi classificada no Top 50 cidades estudantis internacionais porque consegue garantir o bom ensino em sinergia com qualidade de vida. Além disso, foi classificada como a segunda cidade mais amigável do mundo e está no Top 10 das mais saudáveis do planeta.

Além de todas essas classificações, para quem ama fotografar, a cidade é a maior no Oeste da Austrália e mantêm algumas características das cidades menores. É possível fazer a clássica foto (imagem acima) dos prédios modernos como capturar as belas casas baixas dos bairros residenciais.

E basta se afastar um pouco do centro para se deparar com os cangurus, lagartos e outros animais. Além das fotos dos animais, da cidade, a gastronomia vale os cliques. A Austrália é uma grande produtor de vinhos e refeições como carne de crocodilo podem ser comuns.

Para quem quer reproduzir a clássica imagem do centro de Perth visto de longe, uma dica dada pela fotógrafo Fábio Lima, é ir até o Sir James Mitchell Park, em South Perth, ao anoitecer. Para ter um efeito melhor pode-se levar o tripé, mas é importante ir ao anoitecer e fotografar as luzes geradas por Perth.

Argentina

Fotografar na Argentina

Aprender espanhol em ótimas escolas e com preço mais acessível devido a proximidade do Brasil com o país. A Argentina te proporcionará além do ensino, paisagens e experiências únicas. Os vinhedos de Mendoza, a neve de Bariloche ou a agitada Buenos Aires. A nação se adapta a cada tipo de intercambista. Alguns centros de estudos possibilitam que o estudante viaje pelo país durante o período do curso.

É possível fotografar a famosa Feira de Mataderos que acontece sempre aos domingos, das 11h ás 18h. Muita comida e apresentações de músicas e danças típicas fazem parte do espaço. Fica em Buenos Aires.

Além da feira, há um projeto chamado Foto Ruta, que consiste em um tour com uma aula de fotografia. Os instrutores encontram o grupo em uma bairro da cidade de Buenos Aires e passam instruções para fotografar. Pode-se usar celulares ou câmeras e não precisa ser fotógrafo profissional. É aberto a todos(a).

Espanha

Espanha

Se deparar com um teatro romano erguido pela Roma antiga (Cidade de Mérida, Nadajoz), uma obra arquitetônica egípcia (Templo de Debod, Madrid) ou um complexo futurista na cidade de Valência (Cidade das Artes e das Ciências) isso é a Espanha. A mistura do moderno com o antigo, e paisagens para fotografar realmente únicas.

O intercambista ganha em história e no aprendizado do espanhol. Pode-se estudar em centros de idiomas dentro de universidades espanholas e também nas milhares de escolas especializadas no ensino para estrangeiros.

Cursos de gastronomia, nos mais diversos níveis, ensino preparatório para conseguir certificado de fluência no idioma, experiência com enologia, enfim é um leque de opções para o intercambista que quer conhecer mais sobre o destino.

A Espanha oferece as paisagens das cidades grandes como Madrid e Barcelona, as de porte médio como Sevilla e Valência. Para fotografar, locais como: Aquedutos Romanos (Segovia), Allambra (Granada), A Cidade das Artes e das Ciências (Valência), Casa de Batlló (Barcelona), Plaza da España (Sevilla), Templo de Debod (Madrid) e o fantástico Teatro Romano (Mérida) não podem ficar de fora.

Uma dica da fotógrafa Theodora Melnik, também do Tiny Atlas Querterly, é fotografar ao amanhecer. Todos esses locais citados na Espanha são muito conhecidos. Ao amanhecer é possível fotografá-los sem muitas pessoas e explorá-los praticamente sozinhos.

França

 França

Engana-se quem acha que o intercambista procura apenas o inglês como idioma para aprender e/ou aperfeiçoar. De acordo com a pesquisa da Belta, o francês é o terceiro idioma mais estudado por estudantes brasileiros. É o décimo mais falado do planeta e tem mais de 200 milhões de pessoas fluentes.

Um dos motivos que levam os estudantes brasileiros a quererem aprender o francês é a tradição de cooperação universitária com o nosso país. As universidades dos dois países já mantêm bom relacionamento e facilitam a validação das disciplinas e dos créditos, entre outros processos estudantis.

Além de aprender francês e se destacar no mercado de trabalho, os intercambistas e apreciadores de fotografia podem ir além de Paris. É claro, que Paris com os seus pontos conhecidos como a Torre Eiffel, a Rue Crémieux, o Point Bir – Hakeim, a Galerie Vivienne, entre outros valem a visita e os cliques. Porém, ir além da capital parisiense lhe renderá imagens que não eram esperadas.

Entre os destinos fora de Paris, indicamos: Marselha (foto) é a segunda mais populosa da França e é a mais antiga de todo o país. Colmar (Alsácia) fica quase na fronteira com Alemanha e Suíça e as suas cores são de perder o fôlego. E, por último, Eguisheim, um lugar fica no meio da rota do vinho da Alsácia. Cliques das vinícolas e arquitetura ao amanhecer são bem vindos.

“A cidade de Marselha tem atraído muitos intercambistas porque o custo de vida é relativamente mais baixo do que Paris. O destino recebeu mais de 10 milhões de reais pelo governo francês. Com isso, está se tornando uma das mais visitadas da França. Para quem ama fotografar e aprender um idioma além do inglês e espanhol, é o destino certo”, finaliza Maura Leão, presidente da Belta.

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