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Camila Lunardi, executiva da Ethiopian Airlines, destaca expansão da conectividade entre Brasil e Ásia e aposta em escalas curtas via Adis Abeba

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A Ethiopian Airlines tem reforçado sua posição no mercado brasileiro como uma das principais rotas de conexão entre a América do Sul e a Ásia. Durante apresentação, Camila Lunardi, executive account e business intelligence da companhia no Brasil, afirmou que a empresa completa 80 anos de operação global e 14 anos de presença no mercado brasileiro, mantendo voos diários e ampliando sua presença no segmento de longa distância.

Camila Lunardi, executiva da Ethiopian Airlines, destaca expansão da conectividade entre Brasil e Ásia e aposta em escalas curtas via Adis Abeba
Camila Lunardi, executive account e business intelligence da Ethiopian Airlines

Segundo a executiva, a companhia opera atualmente uma frequência diária a partir de São Paulo, com conexões em Adis Abeba que permitem acesso a destinos na Ásia, Oriente Médio, Europa e África. Para o Sudeste Asiático, principal foco da apresentação, a Ethiopian vem se posicionando como uma alternativa de conexão competitiva em tempo de viagem.

“Hoje somos uma das melhores opções para a Ásia, especialmente para Bangkok, com dois voos diários e uma conexão curta de três horas a três horas e meia”, afirmou Lunardi.

A companhia opera no Brasil com aeronaves Boeing 777 e Airbus A350, alternando os equipamentos em sua malha local. Ao todo, segundo a executiva, a Ethiopian soma 344 frequências semanais em sua rede global, com forte concentração na Ásia e na África.

Além da malha aérea, a companhia destacou atributos de produto voltados a passageiros corporativos e de lazer. Na classe executiva, Lunardi ressaltou que todas as tarifas incluem acesso a salas VIP e franquia de bagagem. A Ethiopian também mantém serviço de bordo com menu à la carte nas cabines premium.

“É o oitavo ano consecutivo que recebemos o prêmio da Skytrax como melhor cabine executiva da África”, disse.

Na classe econômica, a estratégia da empresa tem sido preservar atributos que vêm sendo gradualmente reduzidos por parte do setor aéreo. Segundo Lunardi, todas as tarifas incluem marcação gratuita de assento e franquia de bagagem de duas peças por passageiro.

“Esse é um diferencial que pouquíssimas companhias mantêm, e que a Ethiopian faz questão de preservar”, afirmou.

A executiva também destacou a relevância crescente de Adis Abeba como plataforma de conexão internacional. O aeroporto da capital etíope abriga a estrutura de formação de pilotos, manutenção de aeronaves e simuladores utilizados por companhias aéreas de diferentes mercados, consolidando o hub como um dos principais ativos operacionais da empresa.

Para passageiros em conexão prolongada, a Ethiopian mantém um programa de stopover automático em Adis Abeba. Segundo Lunardi, viajantes com layover recebem hospedagem, traslado entre aeroporto e hotel e refeição incluída. Para permanências de até 24 horas, não há exigência de visto.

“O passageiro que tem layover é hospedado automaticamente. Esse serviço inclui hotel, traslado e refeição”, afirmou.

O benefício tem servido como um dos instrumentos comerciais da companhia em um momento em que o mercado internacional passou a olhar com maior atenção para o tempo de conexão, previsibilidade operacional e custo total do deslocamento. Em um ambiente de maior sensibilidade geopolítica e revisão de rotas globais, a estratégia das companhias deixou de se concentrar apenas no destino final e passou a incluir a experiência de trânsito entre continentes.

Nesse contexto, a Ethiopian Airlines procura reforçar sua competitividade não apenas pela extensão da malha, que alcança quase 33 países e cerca de 90% do continente africano, mas pela tentativa de transformar a escala em parte funcional da viagem. Para a companhia, o crescimento do fluxo entre Brasil e Ásia passa cada vez mais pela combinação entre conectividade, tempo de percurso e previsibilidade operacional.

Reportagem e foto: Mary de Aquino
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