Em todos os segmentos do turismo, a capacitação de profissionais como guias e condutores é uma etapa fundamental. Principalmente, naquelas atividades que são ainda mais específicas, como é o caso da visitação às cavernas. Para estimular o turismo sustentável e seguro, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (ICMBio/Cecav), junto com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), lançou a publicação Diretrizes para atividades formativas, voltada para capacitação de guias e condutores de espeleoturismo.

O material apresenta diretrizes técnicas, pedagógicas e operacionais voltadas aos profissionais responsáveis pela capacitação de guias e condutores de espeleoturismo. Seu objetivo é indicar os conteúdos que devem ser abordados para aprimorar a condução turística em ambientes subterrâneos. Dessa forma, está fortalecendo práticas alinhadas à conservação do patrimônio espeleológico.
A iniciativa resulta de uma ação do Plano de Ação Nacional para Conservação do Patrimônio Espeleológico Brasileiro (PAN Cavernas do Brasil). Ela atende ao Programa Nacional de Conservação do Patrimônio Espeleológico (PNCPE).
A ideia é que o conteúdo sirva como referência para instituições públicas, organizações da sociedade civil, empresas especializadas e demais atores envolvidos na formação de profissionais que atuam em territórios cársticos e regiões com presença significativa de cavidades naturais subterrâneas.
“Esperamos que esse material seja capaz de fortalecer a atuação de guias e condutores, assegurando práticas responsáveis, inclusivas e alinhadas às políticas nacionais de conservação. Ao tornar essas diretrizes acessíveis, o ICMBio/Cecav busca apoiar a qualificação de profissionais que atuam no espeleoturismo, promovendo experiências mais seguras, educativas e sustentáveis, além de contribuir para o desenvolvimento local e para a conservação do patrimônio espeleológico brasileiro”, afirmou o coordenador do ICMBio/Cecav, Jocy Cruz.
Estimular o conhecimento é a chave para o turismo sustentável
O turismo em cavernas possui grande relevância social e econômica, é capaz de gerar emprego e renda, especialmente em comunidades com poucas oportunidades de desenvolvimento. Além disso, os ambientes subterrâneos oferecem experiências de lazer, entretenimento e educação.
Nesse contexto, destaca-se a importância do Plano de Manejo Espeleológico, documento obrigatório para cavernas turísticas. Ele orienta sobre o uso adequado desses ambientes, prevenindo práticas prejudiciais à biodiversidade local.
Para aproveitar plenamente o potencial dessas áreas, é essencial que guias e visitantes compreendam a fragilidade dos ecossistemas subterrâneos e adotem condutas que permitam a apreciação do espaço sem causar impactos negativos.




