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Turismo corporativo avança com tecnologia, dados e gestão integrada

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A digitalização e o avanço dos chamados destinos turísticos inteligentes vêm se consolidando como vetores estratégicos para o turismo corporativo ao integrar tecnologia, dados e gestão integrada (pública e privada). O objetivo é melhorar a experiência do viajante e ampliar a competitividade dos destinos, combinando inovação tecnológica, governança colaborativa e uso de informações qualificadas para promover assim o desenvolvimento sustentável da atividade.

Turismo corporativo avança com tecnologia, dados e gestão integrada
Humberto Cançado, CEO da Voetur Viagens (Foto: divulgação)

De acordo com o Ministério do Turismo, o modelo brasileiro de destino turístico inteligente reúne inovação, integração entre setores e análise de dados como pilares para qualificar o setor e fortalecer sua competitividade.

O movimento acompanha a expansão global do chamado smarttourism. Segundo a Fortune Business Insights, o mercado mundial de turismo inteligente foi estimado em cerca de US$ 813 milhões em 2025 e deve ultrapassar US$ 930 milhões em 2026, mantendo taxa média de crescimento anual próxima de 15% até a próxima década. A expansão reflete o aumento dos investimentos em soluções digitais voltadas à mobilidade, gestão de destinos, experiência do visitante e tomada de decisão baseada em dados.

Tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas e análise de big data permitem monitorar fluxos, comportamentos, assim como, padrões de consumo em tempo real. Estudos da consultoria indicam que essas ferramentas contribuem para personalizar serviços, otimizar recursos e, dessa forma, criar experiências mais eficientes — fatores especialmente relevantes para o turismo corporativo e para a atração de eventos e convenções.

Ambiente favorável no Brasil e no exterior

No Brasil, iniciativas estruturadas de destinos turísticos inteligentes vêm sendo estimuladas por programas federais e pelo apoio de entidades como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que destaca o uso de plataformas digitais integradas para apoiar a gestão de informações, o planejamento de serviços e o relacionamento com visitantes.

Em mercados internacionais, sobretudo na Europa, investimentos públicos significativos têm sido direcionados a sistemas digitais baseados em sensores, análise de dados e soluções inteligentes para organizar fluxos turísticos, melhorar a mobilidade urbana e apoiar a realização de eventos e viagens corporativas.

Essa transformação digital cria um ambiente mais favorável ao turismo corporativo, segmento que depende de conectividade, previsibilidade e integração entre serviços. O cruzamento de dados sobre deslocamentos, hospedagem, agenda de eventos e comportamento dos viajantes permite às empresas planejar viagens e encontros de negócios com maior eficiência, reduzir custos operacionais e ampliar o valor estratégico das experiências.

Gestão integrada e protagonismo das plataformas

Nesse cenário, soluções digitais de gestão e automação financeira também ganham protagonismo. É o caso da Payfly, marketplace especializado em viagens e gestão de despesas corporativas, que atua para ampliar a visibilidade de gastos, reduzir fricções operacionais e tornar a gestão de viagens portanto mais eficiente e integrada.

Para Humberto Cançado, CEO da Voetur Viagens, a digitalização dos destinos amplia as oportunidades para o setor em 2026. “A adoção de tecnologias baseadas em dados permite criar jornadas mais fluidas, personalizadas e alinhadas aos objetivos das empresas. Destinos inteligentes passam a oferecer um ambiente mais preparado para receber eventos, convenções e viagens corporativas de forma estratégica”, afirma.

À medida que a digitalização avança e os destinos inteligentes ganham escala, o turismo corporativo tende a se beneficiar de modelos mais eficientes, sustentáveis e orientados por dados, consolidando assim novas oportunidades para empresas, gestores públicos e players do setor ao longo de 2026.

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