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Estudo da Elo revela alta de 12% nos gastos em 2025, e tendências de consumo para 2026

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Em um ano marcado por juros elevados e cautela econômica, o consumidor brasileiro demonstrou resiliência e adaptou seus hábitos para manter o poder de compra. É o que revela o relatório “Hábitos de Consumo 2025”, produzido pela Elo Performance & Insights, unidade de consultoria estratégica da Elo. O estudo aponta que os gastos com cartões de crédito cresceram 12% em 2025 ante 2024, o melhor resultado de crescimento desde o boom no mercado pós-pandemia de 2022.

Estudo da Elo revela alta de 12% nos gastos em 2025, e tendências de consumo para 2026
A Elo Performance & Insights, unidade de consultoria estratégica da Elo, produziu o relatório “Hábitos de Consumo 2025”

A expansão do consumo foi sustentada pelo aumento de dois dígitos no volume de compras. O número de transações cresceu 14%, enquanto o valor médio por compra caiu 2%. O movimento foi observado em todos os perfis, com destaque para a alta dos pagamentos da menor renda (+15% em valor) ante maior renda (+11%). Em relação ao ambiente virtual ou físico, é reportada a consolidação do canal digital (+15%) como principal facilitador desse novo hábito, frente ao pagamento presencial (+11). Já a forma de pagamento, as compras à vista apresentaram crescimento de 14%, enquanto as transações parceladas subiram 10%.

“O estudo demonstra como em 2025, a recorrência se consolidou como eixo central do consumo. O consumidor passou a priorizar compras mais frequentes em categorias como varejo alimentício especializado — incluindo lojas de chocolates, doces, cafés e vinhos — e pet shops, diluindo gastos maiores, comuns de atacados e supermercados, ao longo do tempo. Essa dinâmica compensou a redução do ticket médio e contribuiu assim para a manutenção do crescimento.”, afirma Rafael Vasconcellos Cunha Bueno, Superintendente de Consultoria da Elo.

Essa nova priorização fica clara nos setores que se destacaram em 2025. Varejo alimentício especializado (+48%) e veterinária/pet shop (+40%) se destacaram e registraram forte alta. A maior recorrência de gastos com cuidados com animais e a busca por produtos de nicho no dia a dia explicam o desempenho desses segmentos, refletindo assim uma mudança de hábito e novas prioridades no orçamento familiar. Por outro lado, segmentos ligados a compras mais planejadas e de maior valor, como companhias aéreas (-9%) e materiais de construção (-1%), registraram queda.

O bolso dos brasileiros nas datas comemorativas

Entre os marcos sazonais, o Carnaval se destacou como a data de maior expansão, com alta de 21% no valor transacionado em relação ao ano anterior. Segmentos ligados a deslocamentos e lazer ganharam tração (como bares e restaurantes, viagens, transporte e combustíveis).

Essa inteligência de gastos se repetiu em outras datas. Na Páscoa, o crescimento veio do volume (+17% em transações), com +10% no valor, porém com cestas menores (queda de 6% no valor médio), indicando uma busca por promoções e lembranças. Já em momentos de compras planejadas, como o Dia das Mães e a Black Friday, o comportamento se inverteu: o consumidor passou a se organizar para gastos maiores. Na sexta-feira da Black Friday, o valor médio das compras saltou para R$ 226, bem acima do ticket médio mensal de novembro (R$ 145) e também superior ao registrado na semana da Black (R$ 171), impulsionado pelo protagonismo do parcelamento, especialmente na maior renda.

A tendência de crescimento se mantém para o carnaval de 2026, apesar de reduzida. Neste ano, o valor transacionado cresceu 15% em relação a 2025, com a quantidade de transações crescendo 20%. Isso reforça o efeito de maior volume de transações menores.

Tendências para 2026: recorrência e conveniência ditam o ritmo

Com base na consistência do desempenho em 2025, o relatório aponta os setores mais promissores para 2026. A tendência é que segmentos ligados à recorrência, conveniência e mobilidade cotidiana continuem em alta, como apps de transporte, varejo alimentício especializado, agências de viagens.

O estudo também indica que segmentos essenciais e “termômetros” do ciclo econômico, como serviços de saúde, eletroeletrônicos e combustíveis, devem apresentar um desempenho sólido, porém mais sensível à conjuntura. Por outro lado, setores que dependem de compras de maior valor e planejamento, como materiais de construção e companhias aéreas, devem enfrentar um cenário mais desafiador, influenciados por mudanças estruturais no varejo e pela maior sensibilidade do consumidor às condições de crédito.

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