O Carnaval de 2026 promete ser marcado por um folião mais disposto a viajar e a investir em conforto. É o que aponta a segunda edição do estudo “Por dentro do Carnaval – entendendo o comportamento dos foliões e as tendências para 2026”, realizado pela Sympla, ecossistema de experiências. A pesquisa, que ouviu mais de 650 foliões, traça um panorama do impacto econômico e das novas preferências de consumo para a maior festa popular do país.

Conhecer o folião que vive o carnaval abre espaço para produtores explorarem formatos complementares e criarem programações que dialoguem com diferentes perfis, gerando experiências relevantes para um público que é cada vez mais exigente. De acordo com Pedro Rocha, estrategista de Marketing da Sympla: “A segunda edição da nossa pesquisa ajuda o produtor a conhecer o comportamento de consumo do folião a fundo, a tomar decisões informadas e vender com mais confiança nessa sazonalidade, que é tão importante, e reforça o papel da Sympla como parceira estratégica do produtor de eventos”
Um folião diverso e flexível
A maior parte do público participa do carnaval buscando entretenimento e lazer, com 86,6% dos respondentes indicando diversão e descontração como os grandes motivadores da experiência. A programação artística ganha um papel central na atração do folião, sendo apontada por 69,5% dos participantes da pesquisa, enquanto a valorização das raízes culturais (51,5%) e o ambiente propício para novos encontros (47%) reforçam o caráter democrático e social do evento.
Derrubando o mito de que o Carnaval é uma festa exclusivamente noturna, a pesquisa mostra que o horário nobre da folia mudou. A grande maioria (48%) prefere aproveitar a festa à tarde, entre 12h e 18h, enquanto 27% optam por curtir a folia à noite, e 19% escolhem o período da manhã, entre 7h e 12h. Apenas 6% dos entrevistados pretendem estender a festa até a madrugada, sinalizando uma oportunidade para organizadores investirem em programações diurnas fortes.
Os blocos de rua continuam sendo a preferência de 81% do público, confirmando a força da ocupação dos espaços públicos e da experiência coletiva. Entretanto, outros formatos seguem ganhando espaço e aparecendo como opções relevantes, com pessoas dispostas a pagar por festas particulares (42%) e camarotes para ter acesso a banheiros, segurança e serviços de open bar. “O folião está nos mostrando que não existe um único jeito de viver o carnaval. Seja nos desfiles das escolas de samba, nos blocos de rua, nos camarotes ou nas rodas de samba, o público busca por variedade, intensidade e experiências ao vivo, tanto gratuitas quanto pagas”, analisa Rocha.
A diversidade da folia também aparece nos ritmos de preferência. Axé, samba e pagode lideram e seguem representando a essência do carnaval brasileiro, mas sertanejo (26,2%), funk (39%) e música eletrônica ganham seu espaço (26,2%) mas ainda bem atrás dos estilos tradicionais.
O bolso do folião: busca por conforto e experiência
Em relação ao consumo, a pesquisa mostra um público diverso e disposto a investir. A maior parte dos foliões (48,7%) pretende gastar entre R$100 e R$500, mas uma parte relevante dos participantes (14,9%) revela que vai desembolsar de R$1.000 a R$3.000, enquanto 6,8% das pessoas podem ultrapassar o valor de R$3.000 investidos no carnaval, buscando experiências completas e diferenciadas. Essa diversidade reflete o comportamento cada vez mais flexível, apontado anteriormente: “Na prática, estamos falando de um ticket médio de gastos de cerca de R$700, que mostra uma vontade de combinar opções acessíveis com experiências premium ao longo dos dias de festa. É, novamente, o folião nos mostrando assim que quer viver o carnaval em toda sua potência, equalizando preço, conveniência e momentos marcantes”, reforça Pedro.
Digitalização e decisão de última hora
A jornada de compra do Carnaval 2026 é essencialmente digital. O Instagram consolidou-se como a vitrine absoluta da festa, concentrando 94,6% da atenção para descoberta e inspiração de eventos. Além disso, 73,3% dos ingressos são adquiridos via plataformas on-line.
Outro ponto de atenção para o mercado é a antecedência: o planejamento está mais curto. A maioria dos foliões (33,6%) agora decide e garante seus ingressos apenas algumas semanas antes do evento, uma mudança significativa em relação a anos anteriores, quando a compra ocorria com meses de antecedência.
Retomada do turismo
Um dos principais destaques do levantamento é a retomada do turismo carnavalesco. Embora 67% das pessoas ainda pretendam aproveitar a folia em sua própria cidade, esse número sofreu uma queda de 10 pontos percentuais em relação ao estudo anterior. Agora, 32% dos foliões planejam viajar, movimentando a economia interestadual e regional, em busca de novas experiências fora de seus domicílios. E 20% das pessoas planejam hospedar-se em hotéis, pousadas, ou em imóveis com aluguel de temporada.
Em relação aos destinos, há um equilíbrio entre aqueles que pretendem viajar para outros estados (17%), em centros consagrados como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Olinda e Salvador; e quem prefere ir para cidades diferentes dentro do mesmo estado (17%), abrindo portanto espaço para locais que oferecem experiências mais intimistas, combinando a tradição do carnaval em uma folia mais tranquila. Destacam-se, nesse contexto, as cidades históricas mineiras de Diamantina, Ouro Preto e Tiradentes.
A pesquisa
O estudo “Por dentro do Carnaval 2026” analisou dados de mais de 650 respondentes e cruzou informações da base de dados da Sympla para oferecer assim insights a produtores de eventos e marcas. O material completo está disponível para download no blog da Sympla: link.




