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II Fórum Nacional da Hotelaria debate a Hospitalidade na Era da Disrupção

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Na manhã do dia 9, segunda-feira, aconteceu a segunda edição do Fórum Nacional da Hotelaria. Realizado pelo FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, em parceria com as revistas Valor e Época, o encontro teve palestras com grandes nomes da atualidade que avaliaram como será o cenário do setor de hospitalidade nos próximos anos.

II Fórum Nacional da Hotelaria debate a Hospitalidade na Era da Disrupção
Palestrantes durante o painel perspectivas para o setor de hotelaria.

O evento aconteceu no centro de convenções do Hotel Pullman, na Vila Olímpia, em São Paulo. “São 676 hotéis associados, 118 mil unidades habitacionais. Estamos presentes em 168 municípios nas 5 regiões do Brasil. Gerando mais de 150 mil empregos diretos e indiretos na indústria hoteleira”, explicou Alexandre Gehlen, presidente do FOHB.

Orlando de Souza, presidente executivo da entidade, abriu a manhã de palestras e painéis que teve como tema “Hospitalidade na Era da Disrupção”, apresentando um estudo feito em parceria com a Fundação Getúlio Vargas – FGV.

Pesquisa mostra que setor de hospitalidade é um gerador de empregos

Divulgado esse ano, o estudo mostrou o impacto do setor de hospitalidade na economia brasileira: “A cada R$ 1 milhão injetado no setor, 24,6 empregos diretos e indiretos são criados, apesar do bom panorâmico ainda são 12 milhões de desempregados. Precisamos mudar isso, nós somos os protagonistas da recuperação da economia do País”, comentou.

Max Gehringer, consultor de carreira, autor, palestrante e administrador de empresas foi o primeiro a falar para mais de 400 pessoas presentes do auditório. O autor explicou que após tantos anos de trabalho em empresas, ele hoje acredita que para uma empresa crescer é necessário entender gente.

II Fórum Nacional da Hotelaria debate a Hospitalidade na Era da Disrupção
Max Gehringer é consultor de carreira, autor, palestrante e administrador de empresas

“Quem é importante para as empresas? Os colaboradores. Sem eles empresa nenhuma chega em lugar algum, é por isso que é preciso observar certas características. Quem apresenta melhor resultado, quem respeita a hierarquia e quem tem bom relacionamento com pares e chefias”, exemplificou Gehringer.

Como será o Brasil em 2020?

Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos debateu sobre a situação da economia do Brasil. Para a palestrante é necessário compreender a importância da reforma da previdência e o que será acarretado com ela.

II Fórum Nacional da Hotelaria debate a Hospitalidade na Era da Disrupção
Zeina Latif é economista-chefe da XP Investimentos

“Nós teremos algumas mudanças, com a reforma será possível um avanço no debate econômico, consolidação do quadro macroeconômico mais estável e redução do risco de inflação de dois dígitos”, esclareceu Latif.

Com mediação de Roland de Bonadona, os convidados Pedro Cypriano, Patricia Boo, Rodrigo Cezar, Antonio Dias, Pedro Carraz e Eduardo Giestas debateram sobre as perspectivas para o setor de hospitalidade. O Brasil possui as diárias mais baixas que o mercado e é uma área que necessita de atenção pelo seu grande potencial de crescimento.

Para os convidados, o investidor tem que estudar as diversas possibilidades oferecidas além de compreender como se encontra o setor da hospitalidade, já que a crise atingiu o setor de forma intensa e a recuperação apesar de positiva, tem sido lenta.

Novas tecnologias devem impulsionar setor

Peter Kronstron, diretor do Copenhagen Institute for Future Studies (CIFS) da América Latina, apresentou estudos que revelam um tempo favorável ao setor de hospitalidade. Peter explica que o lazer é uma das áreas com maior desenvolvimento nas próximas décadas.

O diretor do Copenhagen Institute for Future Studies (CIFS) da América Latina durante sua apresentação

Por isso, as empresas devem ter foco no branding e sempre buscar atender as necessidades pessoais de cada cliente da melhor forma possível. O diferencial é investir em tecnologias que entreguem mais tempo ao cliente.

Gabriela Otto, mediou o painel que contou com Flávia Lorenzetti, Patrick Mendes e Vinícius Marques e teve como tema “Novos modelos de desenvolvimento de hotéis”.

Os convidados concordaram que o setor de hospitalidade tem passado por uma mudança drástica, e é necessário mudar a imagem de hotelaria tradicional e desenvolver novos conceitos.

“Tecnologia não elimina o ser humano. É preciso a implantação de ferramentas que otimizem o tempo e a estadia dos hóspedes. Mas a mão de obra ainda é essencial para se ter um bom empreendimento”, concluiu a mediadora Gabriela Otto.

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