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Confiança é a palavra-chave para a retomada no turismo

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O mercado do turismo já passou por diversas crises. Porém, há mais de 30 anos acompanhando e participando deste setor, nunca se imaginou passar pelo momento que vivemos. Não havia como prever algo como a pandemia e este déficit em um mercado que só cresceu nos últimos anos. Assim, como anunciou a Organização Mundial do Turismo (OMT) esta é a pior crise desde sua criação, em 1950. Por isso, será preciso confiança para retomar as atividades.

A quebra econômica de empresas em locais que viviam do turismo, o desemprego aumentando e todos precisando se reinventar de alguma maneira, foi algo inédito. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), desde março o setor já perdeu cerca de R$ 122 bilhões.

Considerando que o turismo foi um dos primeiros segmentos a ser impactado mundialmente, provavelmente, será o último a retornar totalmente.

Segundo os índices de crescimento que vínhamos acompanhando nos últimos anos até 2019, para o turismo, o ano de 2020 era muito promissor e sofreu um grande impacto e declínio. Inclusive, avaliações mostram que poderemos ter que aguardar até 2023 para termos uma retomada total deste mercado.

A ocasião pede união e considerações para esta fase difícil, mas a confiança de que vai passar e que vamos nos adaptar aos novos hábitos e necessidades, nos sentimos cada vez mais seguros, fazendo com que os viajantes retomem a motivação para novas aventuras e que voltem a se planejar para esta retomada tão esperada, e que vêm se tornando efetiva com a eminência de uma vacina em médio prazo.

De fato, essa pandemia mostrou que viajar não é luxo, é necessidade. Além de criar memória afetiva, o que é indestrutível, amplia a mente, estimula a autoestima, o convívio, o compartilhamento de emoções e proporciona inúmeros benefícios físicos, cognitivos e psicológicos.

Todos esses são fatores importantes para resgatarmos, neste momento de muitas notícias ruins, principalmente, após um período de confinamento, o desejo de viajar.

Para o futuro, ainda  incerto, será natural que as pessoas queiram usufruir da liberdade, da natureza e de novas experiências na companhia de amigos e familiares, em ambientes diferentes e fora de casa. Certamente será cada um a seu tempo, conforme adquirirem segurança, confiança, condições financeiras, desejos e disponibilidade.

Também acredita-se que as primeiras viagens serão regionais, para locais mais próximos das cidades de origem e, aos poucos, com o aumento da confiança, a distância aumentará. Paralelamente a retomada das viagens de lazer, as viagens corporativas também começarão a aquecer o mercado. Inclusive, já estamos vendo, gradativamente, essa retomada.

Enquanto isso, o tempo é usual para atualizações de novos procedimentos de retomada e de novos protocolos de segurança. Buscando sempre melhorar, pois entende-se que, mais do que nunca, a assistência do Agente de Viagens, na assessoria completa, com as informações atualizadas e seguras, será um diferencial de suma importância para viajar.

Artigo de Simone Andrade Barata, CEO da Meri’s Viagens  & Lazer
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